quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A base química


Pela segunda vez em menos de um ano, a NASA anuncia a descoberta de moléculas orgânicas em um planeta gasoso.
A base química da vida foi detectada dessa vez em volta do HD 209458b(foto), um planeta maior que júpiter orbitando uma estrela similar ao sol a apenas 150 anos-luz (logo ali), na constelação de Pegasus.
Utilizando os telescópios espaciais Hubble e Spitzer, os cientistas conseguiram determinar a presença de água, metano e dióxido de carbono, elementos potencialmente importantes para os processos biológicos. Esses compostos já haviam sido encontrados em dezembro do ano passado no HD 189733b.
A descoberta de mais um planeta com esses elementos aproxima os astrônomos da meta de detectar locais onde a vida poderia existir. Apesar de não ser habitado, o HD 209458b possui a mesma química que, se encontrada em volta de um planeta rochoso, poderia indicar a presença de organismos vivos. Isso porque, dada a composição do Universo, há maior probabilidade da vida ser baseada em moléculas abundantes como estas.
Agora, astrônomos começam a comparar as duas atmosferas em busca de semelhanças e diferenças – por exemplo, sabe-se que as quantidades de água e dióxido de carbono são parecidas, mas o planeta encontrado no ano passado tem mais metano.
A descoberta sugere que agora será cada vez mais comum encontrar outros locais com moléculas que podem estar ligadas à vida. Para a NASA, isso é um ótima notícia, especialmente porque a missão Kepler, lançada este ano, visa justamente encontrar planetas rochosos similares à Terra.
Os astrônomos alertam, no entanto, que mesmo que esses planetas sejam achados, a presença de moléculas orgânicas não significa necessariamente a existência de vida.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

T.O.M.


Tradicional Ordem Martinista.

Foi a Sóror Helena Strongov quem me convidou para participar da T.O.M. na Heptada Martinista de Santos.Fiz minha afiliação na Grande Loja, tornando-me membro de Oratório e depois recebi a iniciação na Heptada num sábado à tarde, após a entrevista com o Mestre e ter respondido à sua pergunta:
“O que buscas entre nós?”.
A T.O.M é uma Ordem iniciática. Os martinistas estudam a história do ser humano, desde sua emanação a partir da Imensidade Divina até sua condição atual, bem como as relações que o ligam a Deus e à natureza.
Segundo o Filósofo Desconhecido, “... só nos podemos ler no Próprio Deus e nos compreender em Seu Próprio esplendor...”.
No livro “O Ministério do Homem-Espírito”, Saint-Martin nos diz:
“Homem, lembra-te por um instante do teu julgamento. Por um momento quero de bom grado te desculpar por ainda desconheceres o destino sublime que terias a cumprir no universo; mas pelo menos não deverias ser cego ao papel insignificante que nele cumpres durante o curto intervalo que percorres desde o teu berço até o teu túmulo. Lança um olhar sobre o que te ocupa durante esse trajeto. Poderias acaso crer que teria sido para um destino tão nulo que te verias dotado de faculdades e propriedades tão importantes?”
Reencontrar esse estado paradisíaco que dele fazia um Pensamento, uma Palavra e uma Ação de Deus, tal é a busca martinista, a busca da “Reintegração”.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

AMORC


Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz. Minha amada ordem a qual pertenço há mais de 25 anos. A inesquecível iniciação ao Templo me emociona até hoje quando, pela primeira vez, após prestar meus juramentos, recebi de volta a promessa da Ordem. A recompensa pelo trabalho silente e reflexivo. E pude, através dos meus trabalhos no sanctum, confirmar cada uma das declarações do Mestre. O símbolo da Ordem é um sol alado, a Cruz Rosacruz (sempre com uma única rosa), o Triângulo no Plano Espiritual e a Cruz Ansata. Os Rosacruzes aspiram fazer da Humanidade uma Grande Família de Irmãos e propõem servir os buscadores da luz. Fazem parte de uma Fraternidade onde se adquire o equilíbrio, o autodomínio e onde os poderes latentes do Ser Humano se firmam e se consolidam, qual um escudo, protegendo-os nos grandes combates.
É a Magia da Verdade pura. É o "NOVAE SED ANTIQUA". É a luz da vida, ressoando há séculos com a força e o poder da palavra perdida, que está perdida e deve permanecer perdida.- "UNAMO-NOS EM INVOCAÇÃO"....eternamente. Paz Profunda!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O compasso e o esquadro


O compasso e o esquadro reunidos são o símbolo da Instituição Maçônica. Esotericamente representa a "Justa Medida".

A Justa Medida quer dizer em última análise a Retidão. Faz recordar o compromisso solene assumido pelo iniciado, de sempre agir dentro de uma escala de perfeita honestidade e retidão.

O COMPASSO - O Compasso é considerado um Símbolo da espiritualidade e do conhecimento humano. Sendo visto como Símbolo da espiritualidade, sua posição sobre o Livro da Lei varia conforme o Grau. No Grau de Aprendiz, ele está embaixo do esquadro, indicando que existe, por enquanto, a predominância da matéria sobre o espírito . A abertura indica o nível do conhecimento humano, sendo esta limitada ao máximo de 90º, isto é ¼ do conhecimento.

O ESQUADRO - O primeiro instrumento companheiro por excelência do Compasso é o Esquadro. Seu desenho nos permite traçar o ângulo reto e, por tanto, esquadrejar todas as formas. Deste modo, é o símbolo, por excelência, da retidão. É também a primeira das chamadas Jóias Móveis de uma Loja, constituindo-se na Jóia do Venerável, pois, dentre todos, este deve ser o mais justo e eqüitativo dos Maçons. O Esquadro, ao contrário do Compasso, representa a matéria; por isso é que, em Loja de Aprendiz, ele se apresenta sobre o Compasso. Predominância da Matéria sobre o espírito.

A LETRA "G': É o símbolo de Deus, o Divino Geômetra. E também Gnose (conhecimento) Uma das razões de ser adotada como símbolo sagrado da Divindade, é que, com ela, a palavra Deus, se inicia em vários idiomas.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

CAÍM


Depois de “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”
José Saramago cria nova polemica com a Igreja Católica
com o seu novíssimo livro.

O Nobel de literatura considerou que "sem a Bíblia seríamos outras pessoas. Provavelmente melhores". "Não percebo como é que a Bíblia se tornou um guia espiritual. Está cheia de horrores, incestos, traições, carnificinas." Referiu ainda que costuma chamar ao livro sagrado dos cristãos "um manual de maus costumes".

"Nós somos manipulados todos os dias. Temos de lutar contra isso. Que a leitura deste livro vos ajude a ver o outro lado." Um conselho do autor, que, garante, não é contra Deus que escreve: "Até porque ele não existe. É contra as religiões." Porque não servem para aproximar as pessoas nem nunca serviram, explica.

Em resposta à acusação da Igreja sobre a sua "ingenuidade confrangedora" sobre a Bíblia respondeu: "Abençoada ingenuidade que me permitiu ler o que lá está e não qualquer operação de prestidigitação, dessas em que a exegese é pródiga, forçando as palavras a dizerem apenas o que interessa à Igreja. Leio e falo sobre o que leio. Para mistificações não contem comigo." Em 'Caim', José Saramago se volta aos primeiros livros da Bíblia, do Éden ao dilúvio. Num itinerário heterodoxo, Saramago percorre cidades decadentes e estábulos, palácios de tiranos e campos de batalha, conforme o leitor acompanha uma guerra secular, e de certo modo involuntária, entre criador e criatura.

trecho do livro “CAÍM”

“Quando o senhor, também conhecido como deus, se apercebeu de que a adão e eva, perfeitos em tudo o que apresentavam à vista, não lhes saía uma palavra da boca nem emitiam ao menos um simples som primário que fosse, teve de ficar irritado consigo mesmo, uma vez que não havia mais ninguém no jardim do éden a quem pudesse responsabilizar pela gravíssima falta, quando os outros animais, produtos, todos eles, tal como os dois humanos, do faça-se divino, uns por meio de rugidos e mugidos, outros por roncos, chilreios, assobios e cacarejos, desfrutavam já de voz própria. Num acesso de ira, surpreendente em quem tudo poderia ter solucionado com outro rápido fiat, correu para o casal e, um após outro, sem contemplações, sem meias-medidas, enfiou-lhes a língua pela garganta abaixo. Dos escritos em que, ao longo dos tempos, vieram sendo consignados um pouco ao acaso os acontecimentos destas remotas épocas, quer de possível certificação canonica futura ou fruto de imaginações apócrifas e irremediavelmente heréticas, não se aclara a dúvida sobre que língua terá sido aquela, se o músculo flexível e húmido que se mexe e remexe na cavidade bucal e às vezes fora dela, ou a fala, também chamada idioma, de que o senhor lamentavelmente se havia esquecido e que ignoramos qual fosse, uma vez que dela não ficou o menor vestígio, nem ao menos um coração gravado na casca de uma árvore com uma legenda sentimental, qualquer coisa no género amo-te, eva. “

Nota: a falta de maiúsculas nos nomes próprios, a começar pelo do roteirista mor da trama, Deus, foi decisão do autor que optou por capitalizar um único nome em todo o livro: o de sua esposa Pilar del Río, Na dedicatória, Saramago escreve: “A Pilar, como se dissesse água”.
Saramago é conhecido por seu ateísmo. Dias atrás chamou o Papa Bento 16 de “cínico” em um colóquio em Roma.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Misticismo


Misticismo: deriva do termo grego “mystikós”, relativo aos mistérios. Estes eram religiões herméticas, somente reveladas aos iniciados, que deviam fazer voto de guardar total silêncio a seu respeito. O adjetivo “mystikós” deriva do verbo “mio”, que significa fechar; mais especificamente, fechar os olhos, porta de entrada do mundo sensível, para que se torne possível o acesso a uma experiência de ordem anímica ou espiritual; e fechar a boca, para que esta não procure falar disso que, em sua essência, manifesta-se como indizível.

Primeiro Atrium

hoje iniciei este blog onde vou postar minhas lições de aprendiz.